Joana Maçanita apresenta…

A nova rubrica da M magazine, colorida e mergulhada no universo feminino do vinho.
JOANA MAÇANITA -Enóloga e Produtora

Sou filha de pai Açoreano e mãe Alentejana. Nascida em Lisboa, sou uma mistura de culturas portuguesas. Dos bravos “Atlanta’s” como se nomeiam os habitantes das ilhas (de peito cheio) e os Alentejanos, povo mais discreto e ponderado.

Desde pequena sou conhecida por estar mais preocupada com os outros do que comigo. Fazer os outros felizes, sempre foi o que mais me moveu. Vi a minha mãe fazer isso toda a vida, e por analogia acho que acabei por copiar a sua forma de estar.

Aos cinco anos entrei na ginástica de competição, fui escolhida entre muitas crianças pequenas por ter o que diziam ser “uma capacidade nata para o desporto”. Grande parte da minha vida foi passada dentro de um ginásio a treinar, contam-se mais de 20 anos.

Entretanto estava no ISA a estudar para produção animal, foi a minha paixão desde criança,  quando, o meu irmão António que regressava de França, me pediu para o ajudar na adega a fazer o seu primeiro vinho. Na verdade não sabia nada sobre vinho, mas como ele me pediu, comecei a trabalhar na adega com a orientação dele.

No ano seguinte fiz o meu primeiro vinho: o Preta e o Sexy com o meu irmão António. Ainda estava a estudar e não imagina que iria trabalhar nos vinhos. Depois da primeira vindima mudei para Viticultura e Enologia e abandonei a ideia de seguir produção animal. Acreditava e acredito que unidos somos mais fortes, e trabalhando com o meu irmão estaria sempre mais disponível para o ajudar.

Joana Maçanita – Enóloga e Produtora

Em 2005, já estava completamente rendida aos vinhos, adorei a dinâmica e a criação de algo tão especial. O trabalho árduo associado a um prazer de partilha, que penso, não existir igual noutro tipo de profissão.

Um ano mais tarde quando criamos a nossa empresa de consultoria a Wine ID com a minha amiga Cláudia Favinha fiquei responsável pela gestão dos projectos: Cem Reis, Arrepiado velho e Monte Amarelo no Alentejo.

No mesmo ano voei para Australia para Maclaren Valley, onde trabalhei com vários enólogos para expandir o meu conhecimento na produção de brancos, que nosso país ainda estava um pouco apagada.