O Amor Próprio em Primeiro Lugar

“O relacionamento mais emocionante, desafiador e significativo de todos é
aquele que você tem consigo mesmo. E se você encontrar alguém para amar
o que você ama, então, isso é simplesmente fabuloso.” —Carrie Bradshaw
(Sarah Jessica Parker) em Sex and the City

Para todos aqueles que não estão atualmente num relacionamento,
seja por escolha ou não, as expectativas da sociedade em relação
aqueles que formam um casal podem ser inevitáveis e são ampliadas
pelo “feriado” amplamente construído socialmente conhecido como Dia
dos Namorados…

Dia dos Namorados…

No entanto, aprender a ser autossuficiente, confiante e seguro é um pré-requisito para ser 50% de um casal – ou pelo menos deveria ser.
Estou convicta de que somos um produto da nossa experiência pessoal
vivida, e a nossa experiência vivida é em grande parte relacional por
natureza. Praticamente desde o nascimento, aprendemos a interagir
uns com os outros. Os bebés aprendem rapidamente a entenderem o
que faz com que os seus cuidadores sorriam, assim como aprendem que
chorar lhes dará atenção para suprir as suas necessidades.
A nossa experiência vivida abrange uma variedade de relacionamentos,
incluindo aqueles com os nossos pais, outros cuidadores, irmãos,
amigos, professores, figuras de autoridade, filhos e, sim, com os
parceiros íntimos.
Os relacionamentos são uma experiência interativa. Com os
relacionamentos e a partir deles, podemos aprender habilidades como
comunicação eficaz com um parceiro, aprender sobre as nossas
sombras, até mesmo a definir um Propósito.

Embora os relacionamentos possam ser (e espero que sejam)
experiências gratificantes, eles também podem ser prejudiciais ao nosso
conceito de Autoestima, pois como queremos ser acarinhados ou
amados, assim como queremos amar, instalam-se as dúvidas e as
falsas crenças de que, se estamos sozinhos é porque de alguma forma
não temos “valor de mercado”.
Num mundo socialmente construído para uma festa “a dois”, pode ser
difícil aceitar ser “uma festa de um”.

Paradoxalmente, quando nos namoramos a nós mesmos e aprendemos
a amarmo-nos verdadeiramente, com as limitações e handicaps que
temos, podemos aprender como queremos ser e o que queremos
representar no contexto de qualquer relacionamento com outra pessoa,
especialmente relacionamentos íntimos definidos pelos discursos
sociais de algo a que nos habituamos a chamar de amor.
O amor romântico não conquista tudo!
Se entendermos todos os nossos “eus”, se nos amarmos como
indivíduos inteiros, não apenas traremos mais valias a um
relacionamento, assim como o relacionamento provavelmente será
muito mais gratificante porque não nos definirá na sua totalidade,
podendo cada indivíduo permanecer com as suas singularidades, e isto
é uma dimensão muito maior do Amor.
Mais importante, podermos estar connosco, fora do contexto de um
relacionamento torna-nos mais fortes e com menos tendência a entrar
em relacionamentos prejudiciais, tóxicos e demolidores.
Quantas vezes é que já vimos pessoas que conhecemos, pularem de
relacionamento em relacionamento porque o medo da solidão e a
ansiedade de se estar sozinho parece gigante?
Ou a permanecerem em relações tóxicas e abusivas porque nunca
souberam estar sozinhos?
Estar consigo mesmo é assim uma espécie de estágio para progredirmos
para uma relação a dois!
Para quem atualmente é solteiro, seja por escolha ou circunstância,
abrace essa condição!
Aprenda sobre você mesmo.
Aprofunde o que conhece de si próprio.
Apaixonar-se pela sua pessoa é o tipo de amor mais gratificante!

by Sílvia Morais

Lotus Zen, mind, body and soul