Campanha EXIT: pela abolição do sistema da prostituição


A prostituição é um sistema com vários protagonistas: as pessoas na prostituição; os compradores de sexo; os proxenetas e traficantes; e a sociedade como um todo.

Uma sociedade que defende a igualdade entre mulheres e homens não pode compactuar com o sistema da prostituição, não o pode legitimar nem regulamentar. Enquanto o consentimento sexual de uma mulher puder ser comprado por um homem, nunca haverá igualdade entre os sexos.

A prostituição é um sistema com vários protagonistas: as pessoas na prostituição; os compradores de sexo; os proxenetas e traficantes; e a sociedade como um todo. Neste sistema convergem múltiplas desigualdades e nele se pratica uma forma de violência contra as mulheres e um atentado aos direitos humanos que deve ser combatido.

A campanha EXIT é uma iniciativa que defende a abolição do sistema da prostituição em Portugal e a implementação do chamado modelo da igualdade ou modelo nórdico. Este modelo assenta em três eixos: descriminalização das pessoas na prostituição; serviços de apoio e estratégias de saída para as pessoas na prostituição; criminalização da compra de sexo, do proxenetismo e do tráfico humano.

No caminho para a igualdade entre mulheres e homens, a abolição da prostituição é uma etapa essencial. A campanha EXIT visa contribuir para este objetivo. Visite o sítio da campanha para saber mais.

Ana Sofia Fernandes

Presidente Plataforma Portuguesa dos Direitos das mulheres

https://plataformamulheres.org.pt/

Vice-Presidente do Lobby Europeu das Mulheres

2 Comments

  1. Francisco

    1-Qual sistema onde não exista sistema ? 2-E onde haja sistema, é a clandestinidade e ilegalidade que facilitam ou incentivam a denúncia e combate a quem se possa aproveitar e explorar da opção daquelas que não se queiram vender por via do casamento, relacionamento ou que não queiram ser exploradas por míseros salários por chulos de empresas de trabalhos temporários,tarefeiros, empreiteiros, estágios não remunerados, trabalhos na maior precariedade e clandestinidade como o são a maioria nas limpezas,hotelaria, call centers, ,trabalhos domésticos etc etc e muitas delas vitimas de redes de tráfico ? 3- Qual igualdade ou desigualdade ? A desigualdade da necessidade
    e desejo sexual em que a mulher mercantiliza essa desigualdade de desejo , que mesmo nos casos em que seja mutuo ela se faz pagar por isso ,seja por via do trabalho sexual seja por via do casamento ou relacionamento sendo ela a proxeneta ? 4- Porque ela terá que “sair” se não o quer ou apenas só o queira quando seu capital estético pela idade já não seja apelativo, tal como muitas que em trabalhos pesados ou desgastantes anseiam sair pela idade ou estado de saúde mas onde não se questiona sua saída ou “resgate”por hipocrisias em que parece que há discriminação das partes do corpo com diferentes dignidades, em que braços e mãos de uma operária ou médica terão menos dignidade que vaginas e por isso parece que mãos e braços é aceitável a venda e exploração já a outras não é aceitável por supostamente terem mais dignidade ? 5- Porque se mistura crime com prostituição ? Quantas mulheres foram assassinadas por serem prostitutas ? Pelo casamento ou relacionamento ou ex relacionamentos ou casamentos o ano passado foram assassinadas cerca de 27 mulheres. Defendem proibir e abolir o casamento ou relacionamento ou prevenir e combater crimes e criminosos ? Infelizmente todos os anos há violações de crianças, mulheres e homens. Pensam proibir a sexualidade ou antes denunciar e combater os crimes e criminosos ? E é a clandestinidade e ilegalidade e inerente indignidade que facilita ou incentiva a denúncia e combate a tais práticas, ou precisamente por não serem reguladas , clandestinas e com todo o estigma, marginalização e discriminação de quem o faça por opção ou não, é que mantém impune e facilita a vida aos criminosos ?. Será que as condições miseráveis ,degradantes e humilhantes de algumas mulheres pela desresponsabilização do estado e pela ilegalidade e clandestinidade são o preço a pagar por baixarem o valor de uso e valor de troca ás que se vendem por via do casamento ou relacionamento ? Ou por anularem ou poderem anular a chantagem e manipulação dos desejos de esposos ou provedores ou candidatos a tal ? Legalizar ou regular a mercantilização do sexo apesar de maioritariamente ser o homem a pagar ainda que possa ser de desejo de ambos ou nos casos em que não seja por desejo mutuo mas em que um consente pagar e o outro aceita fazer (tal como muitas consentem ou aceitam lavar escadas, lojas, escritórios etc etc por ausência de escolha e apenas pelo dinheiro e que nos estágios não remunerados nem dinheiro recebem) não significa fomentar ou incentivar a prostituição ou trabalho sexual, tal como apesar da existência de meios e métodos anticoncepcionais legalizar e regular o aborto não significa o holocausto infantil ou genocídio de bebés ou ainda o turismo abortivo como nas falácias das proibicionistas . Trata-se tão só de criar condições de saúde , higiene e dignidade a quem o queira fazer independentemente das razões porque o faça ou então só se aceitaria que se fizessem abortos (sendo a mulher dona de seu corpo e sexualidade ) no caso do homem ser pobre , já no caso de ser remediado ou rico ai o principio já seria que uma mulher não engravida sozinha e tal…. Não empurrem as mulheres para madames, proxenetas ou para miseráveis e criminosas condições ou então perante a realidade ,sou obrigado a concluir que as falsas amigas de género são piores , por serem mais cínicas e hipócritas que o inimigo de classe ao as encararem como traidoras de género , concorrentes que por não se conseguir raptar ou exterminar importa “resgatar” mesmo contra a vontade de muitas . “Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato—Simone de Beauvoir”

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