Um doce novembro

Em uma espécie de “dobradinha” eleitoral; Brasil e Estados Unidos realizaram, em novembro, seus pleitos eleitorais.

Feminismo é …

por Maíza Silva

De lado, os estadunidenses escolhiam o próximo presidente americano. Do outro, brasileiros colocavam no poder os responsáveis pela administração das cidades. Enquanto cada indivíduo defendia seu candidato favorito e vibrava a cada percentual divulgado pelas pesquisas de boca de urna, uma # subia nas redes socias. Eram as mulheres se fazendo ouvir.

A vitória de Joe Biden, nos Estados Unidos, significou mais do que um democrata no poder, sinalizou a conquista de milhares de mulheres mundo afora. Ver Kamala Harris subir no palanque e encorajar as americanas, nos contagiou e nos fez assumir um posicionamento: somos mulheres e precisamos ser representadas.

Não que ela tenha sido o único motivo para que nós, brasileiras, vencêssemos o medo da COVID-19 e fossemos às urnas. Seu discurso emocionante e a proximidade das eleições brasileiras virou uma força motriz que nos conduziu até as urnas.

Votar, ao menos para mim, significa honrar milhares de mulheres que foram às ruas no século passado para garantir que, hoje, pudéssemos exercer esse direito. Ao que tudo indica, meu pensamento junto à força que Kamala emanou, surtiu efeito. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tanto o número de candidaturas femininas, quanto o número de mulheres eleitas nas cidades brasileiras, em 2020, cresceu.
E entre a hipóteses de honrar as sufragistas e o efeito Kamala, talvez, o eco que soou da internet com #mulhervotaemmulher tenha surtido efeito porque, por mais que tentem nos dizer o contrário, feminismo é política.

Por Maiza Silva
Jornalista e brasileira

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