A Fórmula da Felicidade

Nunca mais me esqueci desta nossa conversa e desde então, e isto já se passou há uns bons tempos, que me recorde, nunca mais lhe liguei a dizer nada de negativo que se tivesse passado comigo. Percebi que estava a ser tóxica. Sem querer, estava a desabafar com ela, mas apenas o que de menos bom acontecia comigo. Percebi que ela só me atendia pela relação que tinha comigo, e não porque me queria de facto ouvir ou falar comigo.

É verdade que precisamos de um grupo de apoio. Sobretudo quando desempenhamos funções que se prestam muito a ouvir os problemas das pessoas, ou nas fases em que estamos por alguma razão mais em baixo. Precisamos de algumas pessoas a quem possamos ligar a meio da noite só porque precisamos de as ouvir e que nos oiçam a nós. Mas não devemos passar a linha da toxicidade. Arriscamo-nos a que se cansem de nós. Precisamos de saber regar estes bons relacionamentos, de ligar para elogiar, para ouvir, só para dizer gosto de ti e agradecer, e sobretudo, não centrar no negativo (por muito negativa que seja a fase que estamos a passar).

No livro “Getting trough to people” está esta frase: “A cooperação na conversa consegue-se quando mostramos que consideramos as ideias e os sentimentos da outra pessoa tão importantes como os nossos”. E efetivamente não era o que eu estava a fazer com a minha irmã. Basicamente estava a “vomitar” problemas. E quando fazemos isto não ajudamos ninguém. Nem quem nos ouve, nem nós próprios, porque à medida que falamos mais e apenas nos nossos problemas, mais nos lembramos deles, e isso está comprovado que nos faz sentir ainda mais infelizes.

Existe uma velha máxima que aprendi num livro absolutamente maravilhoso de Dale Carnegie “Passarei por este caminho apenas uma vez; por isso, todas as coisas positivas que possa fazer, todos os atos de bondade que possa demonstrar, devo fazê-los agora. Não os devo adiar, ou negligenciar, porque não voltarei a passar por este caminho”.

É tudo uma questão de equilíbrio e de percebemos o que nos ajuda, a nós e aos outros, e o que pelo contrário, só nos faz sentir mais miseráveis, a nós e aos outros.

by Marta Garcia

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