LÍDER E LIDERADO Integridade, coragem, força

Falamos muito de líderes, nas empresas, na política, no desporto… sendo certo que onde há mais do que um ser humano, haverá sempre liderança, nem sempre da mesma pessoa, variando de momento e de circunstância.

É interessante observar que ao longo da história e no presente, em várias situações, existem pessoas a exercerem funções de liderança sem conseguirem ser líderes, sem conseguirem que outras pessoas colaborem com elas disponibilizando as suas competências, capacidades e tempo em prole dos objetivos que definiram. Pelo contrário, apesar de estarem nessas posições, os outros não os seguem e não tem qualquer motivação para o fazer. Também encontramos na história da humanidade e no presente, lideres que agem “pela sua agenda pessoal”, muitas vezes prejudicando os demais em benefício próprio.

Não é nestes que devemos buscar exemplo nem naqueles que não agem contra eles, pois está tão errado que age mal como quem nada faz contra o que não está correto.

Temos todos de pensar e agir, procurando incessantemente lideranças íntegras, corajosas e com força para assumirem as suas responsabilidades.

Não cabe só ao líder ter determinadas características, cabe, igualmente, a quem é liderado exigir e lutar por quem as tenha e para que as tenha.


“Lideres e liderados são parte de um todo, de uma unidade, que funciona em sincronia e simbiose. “




Fala-se muito em líderes mas também tem que se ter em conta que não há líderes fracos e sem valores se os liderados exercerem as suas responsabilidades com integridade, coragem e força. Para quem é liderado não pode ser suficiente que por alguma razão circunstancial ou por característica pessoal o seu líder o consiga convencer a seguir os seus objetivos. Cada liderado tem de ter a consciência do que está a seguir e se o quer fazer efetivamente.

Lideres e liderados são parte de um todo, de uma unidade, que funciona em sincronia e simbiose. Todos temos responsabilidades e todos, seja qual forma função que estejamos no momento a exercer, ou não, temos obrigação de participar na construção de uma melhor sociedade. A culpa diz-se que morre solteira, mas na verdade morre normalmente muito bem acompanhada!

by Margarida Sá Costa

Secretária Geral da Fundação Portuguesa das Comunicações