Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura

É já na próxima 4a feira, dia 26 de Junho que se assinala o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura.

A data pretende alertar para o apoio a todas as vítimas de tortura, sublinhar que esta violação dos direitos humanos constitui um crime, e por isso, apelar aos Estados para que a prática seja erradica.

Em Portugal, o apoio é feito pela APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

mulheres.com” é a marca e o programa de rádio que dá voz às mulheres inspiradoras e aos homens que se envolvem nas suas causas e sensibilidades.
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Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

É já na próxima Quarta-feira, dia 12 de Junho que se assinala o dia mundial contra o trabalho infantil.

A data pretende alertar para o enorme número de crianças que são obrigadas a trabalhar diariamente, e por isso, promover o direito à proteção face à exploração infantil, à violação de direitos humanos e ao combate de todos os tipos de trabalho infantil.

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Hotelaria e Coaching

Talvez começar por explicar o porquê destas duas palavras estarem de “mãos dadas”.É uma honra ter este lugar de escrita na M Magazine da marca mulheres com.

Apresento-vos o meu novo artigo-Hotelaria e Coaching– que vos convido a ler quinzenalmente, aqui em mulheres.com.pt.

Hotelaria é o encontro constante de pessoas. Hotelaria é a indústria da hospitalidade que é algo que está no ADN português, e que hoje em dia, é das atividades económicas mais importantes, quer por si só, quer pelo que gera indiretamente a outras atividades.

Gosto de dizer que trabalho para uma atividade que permite que outras atividades económicas se “regenerem” e voltem a ter lugar nesta nossa sociedade. Só precisamos é da correta visão “holística” deste assunto.

Integrar o Coaching nesta rubrica, é porque simplesmente sou uma mulher que faz “coaching” diariamente na gestão, comercialização, recrutamento, conversa com um hóspede, com um colega, com um funcionário, ou seja, com a pluralidade de relações que tenho todos os dias. Talvez o meu segredo para alcançar os objectivos de forma mais eficiente e duradoura.

A minha forma de abordagem e de escrita têm sempre o objectivo de (in)formar os que estão ao meu redor, sobre a minha paixão: Hotelaria.

Ana Beatriz

https://abchospitality.pt


E se o seu filho lhe dissesse que foi abusado sexualmente?

Gostava de sugerir uma pequena reflexão: se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, como reagiria? Saberia o que lhe dizer?

A maioria dos homens vítimas / sobreviventes que procura o apoio especializado da Quebrar o Silêncio, procura apoio pela primeira vez. São homens que foram silenciados durante anos e décadas, sem sentir que podiam falar das suas experiências e que agora estão a fazê-lo pela primeira vez, porque, segundo os próprios relatam, encontraram na Quebrar o Silêncio um espaço seguro para o fazer.

Quando falamos de vitimação masculina existe um grande estigma associado, especialmente quando falamos de violência sexual, mas a realidade é que 1 em cada 6 homens é vítima de alguma forma de violência sexual antes dos 18 anos. Apesar disto, constatamos que existe um desconhecimento por parte do público em geral sobre esta realidade, o que promove a reprodução de mitos e crenças erradas acerca desta forma de violência, bem como a manutenção do silêncio a que estes homens estão confinados.

Para um sobrevivente partilhar a sua história representa um passo arriscado, mesmo que seja com alguém da família, uma pessoa amiga ou da sua confiança. Esta partilha é um ato de coragem, de força e que marcará a vida deste homem. Na Quebrar o Silêncio reforçamos que é fundamental valorizar este ato e mostrar que não está sozinho. Sugerimos que tenha em mente as seguintes orientações para o que se pode dizer e para o que se deve evitar, numa circunstância em que um sobrevivente partilhe consigo a sua história de abuso.

Se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, como reagiria? Saberia o que lhe dizer?

O que pode dizer?
– Obrigado por confiares em mim.
– Acredito em ti.
– Lamento que isso tenha acontecido.
– A culpa não foi tua.
– Estou aqui para te apoiar e ajudar-te a ultrapassar isto.
– Os teus sentimentos e pensamentos são normais.
– Não há receitas sobre o que deves sentir.
– Como é que eu posso ajudar-te?

O que deve evitar dizer?
– Como é que alguém te pode ter feito isto?
– Porque não contaste antes?
– Eu compreendo exactamente o que estás a passar.
– Podia ter sido pior.
– Tens sorte de não ter acontecido algo mais grave.
– Devias ter tentado evitar ou fugir.
– Tenta que isso não te afecte tanto.
– Quem foi?
– Como é que foste abusado?

Um homem que tenha sido vítima de violência sexual na infância demora, em média, 26 anos até procurar apoio. No entanto, no nosso quotidiano lidamos com casos de homens que só após 40, 50 e 60 anos em silêncio conseguiram finalmente procurar apoio e começar o seu processo. Imagine passar uma vida inteira silenciado e a sofrer as consequências de uma experiência traumática de violência sexual, completamente sozinho e isolado. Imagine passar toda a sua infância, adolescência, primeiras relações, universidade e casamento em silêncio; ter filhos e netos, sempre sem poder partilhar este segredo, nem mesmo com as pessoas mais próximas. É esta a nossa realidade.

Por isso costumamos dizer que quando apoiamos um homem vítima / sobrevivente de violência sexual, apoiamos também a criança que ele foi. Aquele menino que foi abusado sexualmente – na maioria dos casos por um familiar e/ou alguém da sua confiança – que cresceu sem o apoio de que necessitava, que foi remetido para o silêncio que é comum nas vítimas de violência sexual, e que teve de aprender sozinho a sobreviver, a lidar com o impacto e consequências do abuso, muitas vezes encontrando estratégias desadequadas.

A verdade é que uma experiência traumática de violência sexual pode ter consequências devastadoras na vida de um homem sobrevivente, mas não podemos esquecer que além de sobrevivente este homem é filho de alguém e que pode ser o nosso irmão, um colega de trabalho, ou mesmo o nosso pai. Até pode ser o nosso melhor amigo, que nunca viu em nós a abertura para partilhar esse segredo. Por isso, gostava de repetir a questão inicial: se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, saberia o que lhe dizer?

Ângelo Fernandes

Fundador e Presidente da Quebrar o Silêncio

https://quebrarosilencio.pt/

O Lobby Europeu das Mulheres e a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

O Lobby Europeu das Mulheres e a Plataforma Portuguesa para os Direitos 
das Mulheres congratulam-se com os resultados das eleições europeias: 
estamos particularmente satisfeitas com o número recorde de pessoas que 
se mobilizaram nos 28 Estados-Membros (EM) para participar no maior 
momento democrático transnacional do mundo.

Os resultados mostram que muitas/os cidadãs e cidadãos estão a lutar por 
uma Europa feminista e sustentável e trabalharemos para garantir que as 
e os deputados trabalhem para que tal aconteça. A relativa fragmentação 
significa que as e os deputados do novo Parlamento Europeu (PE) terão de 
trabalhar em conjunto para garantir que a Europa não deixe ninguém para 
trás. Com alguns resultados ainda não confirmados, a nossa análise 
inicial sugere que haverá um ligeiro aumento no número de mulheres 
eleitas para o PE: esperamos que 40% das/os deputados sejam mulheres. 
Embora este aumento seja positivo, ainda estamos longe de um Parlamento 
50/50: os homens voltarão a estar excessivamente representados nesta 
instituição.

Os resultados mostram que muitas/os cidadãs e cidadãos estão a lutar por 
uma Europa feminista e sustentável e …

Iremos continuar a defender uma Europa feminista, uma Europa que não 
deixe ninguém para trás e que inclua todas as mulheres na nossa 
diversidade. As eleições europeias são um primeiro passo: apelamos agora 
a todos os EM, à Comissão Europeia e eurodeputadas/os que assegurem a 
paridade no Colégio de Comissários. Está na hora de ver as mulheres na 
liderança das instituições europeias: como presidentes e 
vice-presidentes da Comissão e do Parlamento.

Ana Sofia Fernandes
Presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres
Vice-Presidente do Lobby Europeu das Mulheres

Dia Internacional da Saúde Feminina

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Saúde Feminina!


A data pretende alertar para a desigualdade entre mulheres e homens no acesso aos cuidados de saúde, e também  promover a importância da saúde feminina e a garantia do acompanhamento médico a todas as mulheres. 


Nos países em vias de desenvolvimento, são ainda  muitas as mulheres vítimas de discriminação no acesso aos cuidados de saúde,  com base, principalmente em factores socioculturais.


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“Quebrar o silêncio”

por Angelo Fernandes – Fundador e Presidente da Quebrar o Silêncio

Para um homem que foi vítima de violência sexual nem sempre é fácil compreender a sua história de abuso. É comum que tenha dúvidas relativas ao que se passou e sobre os seus próprios sentimentos, nomeadamente quando também foi vítima de um processo de manipulação que resulta, na maioria dos casos, na fabricação de uma narrativa que silencia os homens durante anos.

Quando se é criança, é natural que não se tenha a capacidade intelectual de compreender que foi ou está a ser vítima de violência sexual. O abusador que manipula a criança faz com que esta seja iludida e levada a acreditar numa realidade fabricada pelo adulto. Esta manipulação pode demorar meses para que, devagar e pacientemente, o abusador consiga ganhar a amizade e a confiança da criança. De outro modo, e sem esta preparação, o risco de ser identificado como pedófilo poderia ser alto. Por isso, antes de chegar ao contacto físico sexualizado e à dessensibilização ao toque, é comum que o abusador não tenha quaisquer comportamentos que sejam interpretados como abuso sexual ou atitudes perigosas desse ponto de vista.

A verdade é que os abusadores não só manipulam e seduzem as crianças, mas também as suas famílias de modo a estabelecer uma rede de segurança para si. Criam de si uma imagem de alguém de confiança, uma referência para a comunidade. Se o abusador fosse alguém com ar duvidoso seria mais fácil “encaixar” esta pessoa na ideia do molestador de crianças. Por isso é fulcral que seja visto por todos como alguém amigo, disponível, socialmente funcional, charmoso, etc. Assim, na eventualidade de a criança partilhar que foi abusada, o que acontece raramente, essa partilha será rejeitada em prol da defesa daquele “amigo”. Mas que não haja dúvidas: todos os seus passos e cada interação que o abusador tem com a família e, em especial com a criança, são pensados e articulados com um único objetivo – abusar sexualmente da criança.

Sabemos que há casos em que todo este processo, muito anterior a qualquer contacto físico ou sexualizado, envolve de tal modo a criança que mesmo quando  é questionada por alguém, como por exemplo os seus pais, a criança não partilha o abuso de que foi vítima. A manipulação é de tal forma eficiente que há casos em que as próprias crianças re-afirmam e asseguram que não houve nunca uma situação inapropriada ou sexualizada por parte daquela pessoa. Sabemos também que à medida que os rapazes vão crescendo, diminui a probabilidade de contarem a alguém dos abusos.

Na maioria dos casos de violência sexual de meninos, estes procuram apoio mais de 20 após o abuso. Por isso, é preciso respeitar o tempo da vítima. É um tempo interno, único a cada homem, de uma viagem que passa por enfrentar aquela narrativa que lhes foi imposta. Muitas vezes, apenas em idade adulta é que os sobreviventes começam por reconhecer que aquela “relação” não era de todo uma relação, mas sim uma história de abuso. É um desconstruir doloroso, que traz um reconhecimento pungente e um processo complexo, com vista à libertação e à recuperação do trauma.

Por vezes, pode ser o nascimento de um filho que desencadeia em si a confirmação de que as crianças são inocentes e manipuláveis pelos abusadores, pode ser uma notícia sobre um caso de abuso, uma conversa entre amigos ou o testemunho de um outro homem que passou por uma situação semelhante. Por vezes, após anos e anos a sofrer em silêncio, o homem sobrevivente pode ter chegado a uma fase de ruptura e precisa de desabafar com alguém, iniciando, assim, o seu processo de recuperação.

A verdade é que são anos e anos de um sofrimento silencioso que passa despercebido até junto das pessoas mais próximas e familiares. Por isso é importante que sempre que um sobrevivente partilha a sua história, esta seja bem recebida e validada, e que se acredite nas suas palavras. Porque o acto de partilhar é um risco e é um acto de força e coragem. Sempre que as palavras de um sobrevivente são questionadas e atacadas, está-se a contribuir para manter os outros sobreviventes – aqueles que não partilharam ainda as suas histórias – no silêncio.

Se precisar de apoio contacte a associação Quebrar o Silêncio – apoio especializado para homens vítimas de violência sexual. Contactos: apoio@quebrarosilencio.pt 910 846 589
#quebrarosilencio

Dia Nacional de Luta contra a Obesidade

Hoje assinala-se o Dia Nacional de Luta contra a Obesidade!


A Obesidade  é Considerada pela Organização Mundial de Saúde como a “epidemia do século XXI”, e encarada como um dos maiores problemas de saúde pública mundial. 


O objectivo da data é sensibilizar as pessoas para o problema, e as implicações da obesidade na saúde humana, promovendo o exercício físico e a adoção de hábitos alimentares saudáveis.


Em Portugal, a obesidade infantil continua a aumentar e tendencialmente, as mulheres são  mais afectadas pelo problema quando comparadas com os homens que apresentam a maior percentagem de excesso de peso.


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Dia Internacional do Bombeiro

Hoje assinala-se o Dia Internacional do Bombeiro!

É desde 1999, dia de S. Floriano – O Padroeiro dos Bombeiros, que se comemora a data.

O objectivo é o de homenagear todos os bombeiros que deram e que dão a vida pelo próximo.

Sabia que… em Portugal esta é a profissão em que os portugueses mais confiam?

E que as mulheres representam mais de 25% dos Bombeiros em Portugal?

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