“Não importa o quanto você vá devagar desde que não pare.”

Confúcio

Sociedade humana

ste mundo de humanos, mulheres e homens, desde sempre cheio de desafios de adaptação por natureza inexoráveis e sem fim, obriga a um constante estado de aprendizagem e de aplicação rápida de conhecimento. 

O processo de evolução é crescente e acumula todas as experiencias e conhecimento coletivo, escalado, hoje, na sociedade de informação. Neste seculo XXI, que ainda não atingiu os 20 anos, já tanto mudou que parece que os anos correm mais velozmente que a nossa própria idade.   

Viver é mais fácil do que há 200 anos atrás mas isso é só uma vertente da equação pois, do outro lado, temos a responsabilidade de conseguir, então, chegar mais longe e, especialmente, fazer melhor, por todos.  

A par disso, o conhecimento coletivo não é acessível a todos nos mesmos parâmetros e na mesma extensão e como é crescente a ritmo vertiginoso, gera várias velocidades de crescimento, de desenvolvimento.   

É preciso cooperar e colaborar, criar ligações entre todas as velocidades, para que os ritmos mais lentos possam ficar mais rápidos e juntos construirmos uma sociedade mais equitativa, mais paritária, para todos. 

Essa cooperação tem de estar no nosso dia-a-dia, em todos os nossos atos e no nosso exemplo, pois cada um de nós é fundamental para este processo de evolução cooperativa. Se “uma andorinha sozinha não faz a primavera”, todas juntas o farão. Cabe a cada um de nós essa responsabilidade e atitude, sem parar, sem desistir. 

Deveremos todos os dias meditar sobre o quanto contribuímos para um mundo melhor e não esquecer que o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar drasticamente o curso natural do planeta inteiro. É da teoria do Caos de Edward Lorenz que falamos. 

Lorenz descobriu que fenómenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto a vida, como se “o bater das asas de uma borboleta em Portugal causasse, tempos depois, um tornado no Texas”. É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos rodeia. 

Temos de viver “em consciência”, acordados e atentos ao que nos rodeia, nunca esquecendo o quanto somos determinantes para o todo, em prole de uma sociedade humana com direito a essa qualificação!  

Margarida Sá Costa 

Secretária-geral Fundação Portuguesa das Comunicações 

Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura

É já na próxima 4a feira, dia 26 de Junho que se assinala o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura.

A data pretende alertar para o apoio a todas as vítimas de tortura, sublinhar que esta violação dos direitos humanos constitui um crime, e por isso, apelar aos Estados para que a prática seja erradica.

Em Portugal, o apoio é feito pela APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

mulheres.com” é a marca e o programa de rádio que dá voz às mulheres inspiradoras e aos homens que se envolvem nas suas causas e sensibilidades.
Siga-nos aqui, na Marginal em 98.1 , em marginal.fm e nas redes sociais.


Género e políticas públicas: em 2018 fez-se história

Em todas as sociedades, o acesso a recursos, direitos e poder ainda está distribuído de forma desigual entre mulheres e homens. E em quase todas as áreas, essa desigualdade é mais favorável aos homens do que às mulheres. 

Todas as políticas públicas desempenham um papel na realização do objetivo político, económico e social da igualdade entre mulheres e homens. E as opções dos governos quanto ao financiamento dessas políticas podem ampliar ou diminuir essas desigualdades. 

“Igualdade de recursos, direitos e poder …”

Em 2018 fez-se história na área dos Direitos Humanos das Mulheres em Portugal. Vários departamentos governamentais participaram numa iniciativa piloto sobre orçamentos sensíveis ao género: orçamentos cuja elaboração tem em conta uma análise prévia do impacto de género das diferentes políticas públicas. A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres prestou assessoria técnica ao Estado Português na concretização deste objetivo fixado na Lei do Orçamento do Estado

Ana Sofia Fernandes 

Presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres https://plataformamulheres.org.pt

Vice-Presidente do Lobby Europeu das Mulheres 

Política salarial a aplicar para motivar os seus Recursos Humanos

“Qualquer funcionário quer ver-se reconhecido e compensado pelos seus contributos…”

Numa indústria cada vez mais importante na economia e na projeção do país no mundo, (ganhámos pela terceira vez o Melhor Destino Turístico do Mundo) não se entende como mantemos, na sua grande maioria, uma política salarial nada atrativa, com a agravante, segundo um estudo da consultora Mercer, que quem trabalha em Lisboa recebe mais que os que exercem as mesmas funções no Porto e no Algarve (-11% no Porto e -8% no Algarve). Os homens ganham mais que as mulheres, principalmente em funções de direção.  

Qualquer funcionário quer ver-se reconhecido e compensado pelos seus contributos, com uma retribuição justa, ter oportunidade de ser promovido, e que a liderança tenha um propósito claro. Para isto é necessária de uma vez por todas,ter na organização hoteleira uma pessoa especialista em acompanhar este processo de integração, motivação, formação, coaching, e capacidade de apresentar à empresa soluções salariais atrativas, quer para o funcionário, quer para a empresa. No caso das unidades hoteleiras serem de pequena dimensão, existe hoje em dia, o “Outsourcing” que permite ao líder ter estas mesmas ferramentas. 

Julgo que existe uma fórmula que ajudaria a equilibrar o anteriormente apresentado: remuneração fixa , variável nas funções adicionais, extra ou complementares, de forma a motivar e a remunerar melhor, e sem descriminações. 

Ana Beatriz 

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

É já na próxima Quarta-feira, dia 12 de Junho que se assinala o dia mundial contra o trabalho infantil.

A data pretende alertar para o enorme número de crianças que são obrigadas a trabalhar diariamente, e por isso, promover o direito à proteção face à exploração infantil, à violação de direitos humanos e ao combate de todos os tipos de trabalho infantil.

mulheres.com” é a marca e o programa de rádio que dá voz às mulheres inspiradoras e aos homens que se envolvem nas suas causas e sensibilidades.

Siga-nos aqui, na Marginal em 98.1 e em marginal.fm , e nas redes sociais.

Hotelaria e Coaching

Talvez começar por explicar o porquê destas duas palavras estarem de “mãos dadas”.É uma honra ter este lugar de escrita na M Magazine da marca mulheres com.

Apresento-vos o meu novo artigo-Hotelaria e Coaching– que vos convido a ler quinzenalmente, aqui em mulheres.com.pt.

Hotelaria é o encontro constante de pessoas. Hotelaria é a indústria da hospitalidade que é algo que está no ADN português, e que hoje em dia, é das atividades económicas mais importantes, quer por si só, quer pelo que gera indiretamente a outras atividades.

Gosto de dizer que trabalho para uma atividade que permite que outras atividades económicas se “regenerem” e voltem a ter lugar nesta nossa sociedade. Só precisamos é da correta visão “holística” deste assunto.

Integrar o Coaching nesta rubrica, é porque simplesmente sou uma mulher que faz “coaching” diariamente na gestão, comercialização, recrutamento, conversa com um hóspede, com um colega, com um funcionário, ou seja, com a pluralidade de relações que tenho todos os dias. Talvez o meu segredo para alcançar os objectivos de forma mais eficiente e duradoura.

A minha forma de abordagem e de escrita têm sempre o objectivo de (in)formar os que estão ao meu redor, sobre a minha paixão: Hotelaria.

Ana Beatriz

https://abchospitality.pt


E se o seu filho lhe dissesse que foi abusado sexualmente?

Gostava de sugerir uma pequena reflexão: se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, como reagiria? Saberia o que lhe dizer?

A maioria dos homens vítimas / sobreviventes que procura o apoio especializado da Quebrar o Silêncio, procura apoio pela primeira vez. São homens que foram silenciados durante anos e décadas, sem sentir que podiam falar das suas experiências e que agora estão a fazê-lo pela primeira vez, porque, segundo os próprios relatam, encontraram na Quebrar o Silêncio um espaço seguro para o fazer.

Quando falamos de vitimação masculina existe um grande estigma associado, especialmente quando falamos de violência sexual, mas a realidade é que 1 em cada 6 homens é vítima de alguma forma de violência sexual antes dos 18 anos. Apesar disto, constatamos que existe um desconhecimento por parte do público em geral sobre esta realidade, o que promove a reprodução de mitos e crenças erradas acerca desta forma de violência, bem como a manutenção do silêncio a que estes homens estão confinados.

Para um sobrevivente partilhar a sua história representa um passo arriscado, mesmo que seja com alguém da família, uma pessoa amiga ou da sua confiança. Esta partilha é um ato de coragem, de força e que marcará a vida deste homem. Na Quebrar o Silêncio reforçamos que é fundamental valorizar este ato e mostrar que não está sozinho. Sugerimos que tenha em mente as seguintes orientações para o que se pode dizer e para o que se deve evitar, numa circunstância em que um sobrevivente partilhe consigo a sua história de abuso.

Se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, como reagiria? Saberia o que lhe dizer?

O que pode dizer?
– Obrigado por confiares em mim.
– Acredito em ti.
– Lamento que isso tenha acontecido.
– A culpa não foi tua.
– Estou aqui para te apoiar e ajudar-te a ultrapassar isto.
– Os teus sentimentos e pensamentos são normais.
– Não há receitas sobre o que deves sentir.
– Como é que eu posso ajudar-te?

O que deve evitar dizer?
– Como é que alguém te pode ter feito isto?
– Porque não contaste antes?
– Eu compreendo exactamente o que estás a passar.
– Podia ter sido pior.
– Tens sorte de não ter acontecido algo mais grave.
– Devias ter tentado evitar ou fugir.
– Tenta que isso não te afecte tanto.
– Quem foi?
– Como é que foste abusado?

Um homem que tenha sido vítima de violência sexual na infância demora, em média, 26 anos até procurar apoio. No entanto, no nosso quotidiano lidamos com casos de homens que só após 40, 50 e 60 anos em silêncio conseguiram finalmente procurar apoio e começar o seu processo. Imagine passar uma vida inteira silenciado e a sofrer as consequências de uma experiência traumática de violência sexual, completamente sozinho e isolado. Imagine passar toda a sua infância, adolescência, primeiras relações, universidade e casamento em silêncio; ter filhos e netos, sempre sem poder partilhar este segredo, nem mesmo com as pessoas mais próximas. É esta a nossa realidade.

Por isso costumamos dizer que quando apoiamos um homem vítima / sobrevivente de violência sexual, apoiamos também a criança que ele foi. Aquele menino que foi abusado sexualmente – na maioria dos casos por um familiar e/ou alguém da sua confiança – que cresceu sem o apoio de que necessitava, que foi remetido para o silêncio que é comum nas vítimas de violência sexual, e que teve de aprender sozinho a sobreviver, a lidar com o impacto e consequências do abuso, muitas vezes encontrando estratégias desadequadas.

A verdade é que uma experiência traumática de violência sexual pode ter consequências devastadoras na vida de um homem sobrevivente, mas não podemos esquecer que além de sobrevivente este homem é filho de alguém e que pode ser o nosso irmão, um colega de trabalho, ou mesmo o nosso pai. Até pode ser o nosso melhor amigo, que nunca viu em nós a abertura para partilhar esse segredo. Por isso, gostava de repetir a questão inicial: se o seu filho, irmão, amigo, marido, pai ou colega lhe dissesse que foi abusado sexualmente, saberia o que lhe dizer?

Ângelo Fernandes

Fundador e Presidente da Quebrar o Silêncio

https://quebrarosilencio.pt/

O Lobby Europeu das Mulheres e a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

O Lobby Europeu das Mulheres e a Plataforma Portuguesa para os Direitos 
das Mulheres congratulam-se com os resultados das eleições europeias: 
estamos particularmente satisfeitas com o número recorde de pessoas que 
se mobilizaram nos 28 Estados-Membros (EM) para participar no maior 
momento democrático transnacional do mundo.

Os resultados mostram que muitas/os cidadãs e cidadãos estão a lutar por 
uma Europa feminista e sustentável e trabalharemos para garantir que as 
e os deputados trabalhem para que tal aconteça. A relativa fragmentação 
significa que as e os deputados do novo Parlamento Europeu (PE) terão de 
trabalhar em conjunto para garantir que a Europa não deixe ninguém para 
trás. Com alguns resultados ainda não confirmados, a nossa análise 
inicial sugere que haverá um ligeiro aumento no número de mulheres 
eleitas para o PE: esperamos que 40% das/os deputados sejam mulheres. 
Embora este aumento seja positivo, ainda estamos longe de um Parlamento 
50/50: os homens voltarão a estar excessivamente representados nesta 
instituição.

Os resultados mostram que muitas/os cidadãs e cidadãos estão a lutar por 
uma Europa feminista e sustentável e …

Iremos continuar a defender uma Europa feminista, uma Europa que não 
deixe ninguém para trás e que inclua todas as mulheres na nossa 
diversidade. As eleições europeias são um primeiro passo: apelamos agora 
a todos os EM, à Comissão Europeia e eurodeputadas/os que assegurem a 
paridade no Colégio de Comissários. Está na hora de ver as mulheres na 
liderança das instituições europeias: como presidentes e 
vice-presidentes da Comissão e do Parlamento.

Ana Sofia Fernandes
Presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres
Vice-Presidente do Lobby Europeu das Mulheres

Dia Internacional da Saúde Feminina

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Saúde Feminina!


A data pretende alertar para a desigualdade entre mulheres e homens no acesso aos cuidados de saúde, e também  promover a importância da saúde feminina e a garantia do acompanhamento médico a todas as mulheres. 


Nos países em vias de desenvolvimento, são ainda  muitas as mulheres vítimas de discriminação no acesso aos cuidados de saúde,  com base, principalmente em factores socioculturais.


mulheres.com.” é a marca e o programa de rádio que dá voz às mulheres inspiradoras e aos homens que se envolvem nas suas causas e sensibilidades.


Siga-nos aqui e aos Sábados, na Marginal em 98.1 e em marginal.fm .